A vida é tão rara

2012-12-29-16-31-28

Na semana passada a minha avó, com 99 anos, que esteve raras vezes num hospital, passou mal em casa, e meus pais a levaram para a emergência, para saber o que estava acontecendo com ela. Foi diagnosticada com isquemia cerebral (AVC), graças a Deus, foi socorrida a tempo, no entanto, está na Semi-UTI para realizar diversos exames.
Claro que fiquei muito triste, quando cheguei em casa e não a vi. Fiquei aguardando notícias para saber quais seriam os procedimentos, visitas etc.
Não imaginei que fosse sentir tanto, tive um “piripaque”, fazia anos que não desmaiava (a primeira vez que desmaiei foi quando sofri acidente de carro e quebrei o fêmur em 95 e uns 2 anos depois, quando passei mal num ônibus lotado em pleno verão. E falando em ônibus, que aliás fazia muitos anos que não utilizava o transporte público, mas isso é tema para outra conversa). Voltando ao “piripaque”, na madrugada tive falta de ar (fazia anos que isso não acontecia), ontem a tarde, estava trabalhando home-office, comecei a sentir o meu braço esquerdo formigar, depois o dedo do pé e a coisa foi ficando esquisita, o braço começou a ficar pesado. Subi pra tomar uma água, um café, conversar com a minha mãe e de repente, a voz dela foi ficando longe, fui perdendo a audição, comecei a chorar e quando vi, já estava no chão e a minha mãe tentando me acalmar. Isso se repetiu mais 1 vez, coração acelerou, cabeça estourando, então minha irmã chegou e junto com a minha mãe, resolveram me levar para o hospital. Ficamos lá algumas horas, a minha pressão estava alta, ouvido tampado, comecei a fazer diversos exames, as horas passaram. O médico disse que está tudo bem comigo, mas pediu para observar as próximas 24 horas, me disse que pode ter sido “colapso nervoso”, o emocional pode ter sido abalado com algum fato recente. Descobrimos na tomografia que estou com um cisto no maxilar esquerdo, aliás este ano descobri alguns pelo meu corpo… mas isso já são outras conversas.

O que quero dizer com tudo isso?
Somos frágeis. Somos fortes. Somos tudo ao mesmo tempo. Ao mesmo tempo, muitas coisas podem acontecer internamente. O nosso externo pode responder de maneiras que não sabemos.

Tudo é passageiro. A vida é efêmera. Não sabemos o que acontecerá no próximo segundo, então, proponho que possamos ser a cada dia, seres mais amorosos, mais generosos, mais inteiros, mais íntegros. Temos que viver os nossos sonhos e ideais.

Ame mais. Sinta mais. Viaje mais. Seja você. Se amar alguém, diga! Se tiver afim de dar um tempo de tudo, faça um a leitura daquilo que o seu corpo e alma pedem (anseiam), se quiser viajar, fazer um retiro, mudar de emprego, inciar um novo projeto…. Observe os sinais que a vida te mostra. Ouse ir além. Ouse silenciar. Meditar. Orar. Agradecer.

Perdoe. Aceite.
Acolha. Entrega. Confia.

P.S. Sinto que quando passei a me ouvir mais, a me conectar com energias de cura, aplicar terapias, facilitar as vivências… a vida começou a me trazer mais e mais provas, sinto que tudo reverbera e toma outra dimensão… estou me restabelecendo, aquietei hoje, vou ficar de molho estes dias e “vamo que vamo.”

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